
Jarda

Jarda
Biografía
No mundo da música de dança, às vezes há jarda a mais e conteúdo a menos. Mas o que não falta a Vera e Hugo neste projeto é vontade, e concretização, de mandar cá para fora as ideias que lhes preenchem a cabeça e só as máquinas podem corporizar. São elas uma extensão dos seus corpos e de muito da sua psique, numa união da qual nasce música repetitiva e hipnótica – com a dose certa de psicadelismo – mas que apela à furiosa agitação.
Escutando o EP lançado na editora Infinita, é fácil provar um pouco do que acontece ao vivo. Mas é mesmo ao vivo, ali, juntos, só com os sintetizadores nas mãos de Hugo e as caixas de ritmos operadas por Vera, sem nada entre eles e a pista, que criam momentos irrepetíveis na força da improvisação que os move e motiva. Cada atuação é única, cada espaço inspira novas sonâncias, cada noite (ou dia) traz uma nova disposição.
Tudo isto tem um só objetivo: provocar aos que dançam, para além de uma boa dose de diversão e talvez até um êxtase fugaz, a união plena com a música. Música essa que é tudo: é acid, é techno, é house, é, enfim, jarda.



